"Considerada a maior da América Latina e 8ª maior do Mundo, a Biblioteca Nacional foi fundada em 29 de outubro de 1810 em um hospital próximo à Praça 15. De lá, foi para o prédio que abriga a Escola de Música da UFRJ, na Lapa, onde permaneceu até outubro de 1910, quando o atual edifício, na Avenida Rio Branco, foi concluído.
Setor onde o acesso é o mais restrito, a Divisão de Obras Raras guarda as peças impressas mais valiosas da instituição, algumas de quase R$ 9 milhões. Entre as ‘joias’ está a Bíblia de Mogúncia, primeiro impresso que contém data, lugar de impressão e nome do impressor. Segundo a chefe do departamento, Ana Virgínia Pinheiro, uma universidade norte-americana ofereceu um prédio por um exemplar da obra, mas a instituição recusou a proposta. A Biblioteca tem dois exemplares, cada um com dois volumes.
Por ter valor incalculável, a Bíblia fica guardada em um dos três cofres do setor, cujo segredo é conhecido por apenas um funcionário. O livro ‘Os Lusíadas’, de Luís de Camões, também está trancafiado. O acesso às obras raras não é proibido, mas o pesquisador precisa de uma boa justificativa para explorar o local. “O usuário deve comprovar que o objeto de estudo necessita das obras raras. Quando o cofre é aberto, a equipe de segurança é avisada e fica alerta”, explica.






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